| Kleber Lucas concedeu entrevista exclusiva ao Gospel - Foto: Michell Mello |
“Vou embora, querendo voltar”. Esta foi a afirmação do pastor Kleber Lucas diante da receptividade animada do público amazonense, em abril. Ele foi um dos participantes da primeira edição do ‘Louvarei’, no Centro de Convenções, em Manaus. “O tempo nunca é suficiente: se canto uma hora, tenho vontade de cantar duas”, afirmou em entrevista ao Gospel, após deixar o ‘palco’.
Usuário assíduo do ‘twitter’, com o perfil @prkleberlucas, ele acompanhou a grande expectativa de quem iria ao evento. Pelo microblog, o cantor recebeu palavras de incentivo e boas-vindas, antes mesmo de desembarcar na capital amazonense. “Muita gente de Manaus ficou ‘twittando’ quase um mês antes”, declarou, ao ressaltar ter se impressionado com o “fogo do povo”, cantando ‘Meu Alvo’.
O nascimento do louvor, inclusive, foi contado pelo ministro. Segundo Kleber Lucas, a letra é resultado de um período de oração em companhia do amigo dele, pastor JB Carvalho, da Comunidade das Nações. “Estávamos em gabinete pastoral, orando juntos pelo Brasil, quando levantei e comecei a cantar”, revelou, ao explicar o significado da composição. “Estamos mostrando que ninguém segura o povo de Deus, vamos avançar”, disse.
Na época, ele estava em contagem regressiva para o lançamento de um novo trabalho, que chegou às lojas há algumas semanas, com 13 faixas inéditas. O álbum, assim como a canção principal, se chama ‘O Nosso Deus é Fiel’. “Não tenho como falar de uma música, porque todas estão lindas”, afirmou, ao ressaltar a diferença deste para os CDs anteriores. “Acho que estou mais crente”, declarou aos risos.
‘Papel do adorador é servir’
Com quase 15 anos de ministério solo, Kleber Lucas fez questão de ressaltar a importância do caráter daquele que se ‘intitula’ adorador. Para ele, não basta fechar os olhos, levantar as mãos e cantar numa reunião. “A pessoa pode estar fazendo tudo isso e, mesmo assim, não estar adorando; o papel do adorador é servir”, disse, ao enfatizar que adorar é um estilo de vida, não um rótulo.
Ainda na opinião dele, pastores têm uma visão mais profunda do assunto justamente por lidar com ‘ovelhas’, que nem sempre colocam a adoração em prática fora das quatro paredes de uma congregação. Os dons, inclusive, são parte importante da atitude dos adoradores. “Deus nos dá dons para glorificá-lo, mas temos que lembrar dos nossos momentos a sós com Ele, nosso devocional antes de tocarmos outras vidas”, declarou.

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