A traição sempre fez parte da sociedade humana, como o exemplo bíblico de Davi e Betseba, que engravidou do Rei de Israel enquanto o marido estava no campo de batalha. O adultério, como todos sabem, está entre as proibições citadas pelo próprio Deus nos Dez Mandamentos, ensinados desde o tempo de Moisés. Entretanto, dados inéditos do estudo Mosaico Brasil 2008 – 8.200 pessoas foram ouvidas em dez capitais –, coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade (ProSex) da Universidade de São Paulo (USP), revelam que cada vez mais as brasileiras pulam a cerca.
Segundo matéria publicada na edição da Istoé do último dia 19, a novidade é o fato de a traição praticada por elas ser cada vez mais freqüente - e não se revelar apenas no divã do terapeuta. Das entrevistadas acima de 70 anos, apenas 22% confessaram ter tido alguma relação extraconjugal. O índice sobe para 34,7% para as mulheres entre 41 e 50 anos e atinge o pico de 49,5% entre as de 18 a 25 anos. "A traição masculina ainda é maior, mas está estável. Já a praticada pela mulher tem crescido", afirmou a também autora de “Descobrimento sexual do Brasil” à revista.
Para a especialista em sexualidade da mulher, a psicóloga Niura Luci Schuch, formada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), as traições cometidas pelo sexo feminino sempre ocorreram, principalmente com o surgimento da pílula anticoncepcional, nos anos 50; mas eram mais “discretas”. “Atendo mulheres desde a década de 70 e, antes, elas tinham medo; até mesmo pela questão financeira de dependerem dos maridos”, explicou ela, que mora em Manaus há quase nove anos. “Hoje a situação está mais escancarada; elas estão assumindo”, completou.
Se antes à mulher cabia somente cuidar dos filhos e do lar, hoje o quadro é outro. Houve uma queda significativa da taxa de natalidade, reflexo principalmente da chegada dos anticoncepcionais; e a mulher optou por passar mais tempo nos escritórios e em viagens de trabalho. Segundo pesquisa feita pela sexóloga americana Shere Hite, 60% das pessoas que trabalham juntas já tiveram um envolvimento amoroso. “Antes se dizia que o homem era racional e a mulher sentimental; mas hoje, as mulheres de negócios pensam antes e medem as conseqüências”, disse Niuri.
Há três meses, o psicólogo Thiago de Almeida, da USP, divulgou uma pesquisa com 544 mulheres e 355 homens e constatou que ambos são infiéis por motivos diferentes. A maioria dos deles (35,6%) trai pelo efeito novidade e 19,6% pelo prazer e aspecto lúdico. A maioria delas (33,8%) trai por retaliação ou vingança; 19,7% pelo efeito novidade; 15,5% pela carência física e emocional e 11% pelo sexo. A especialista gaúcha discordou. “Baseada na minha experiência em atender mulheres nessa situação, acredito que ambos tenham os mesmos motivos: a novidade, aventura”, opinou. “Algumas vezes é problema com o marido”, completou.
Um dos exemplos citados na Istoé é da diretora de marketing carioca Amanda* (nome fictício). Ela “ficou” com um amigo que trabalhava na festa de fim de ano da empresa, numa boate; chegou em casa e deitou ao lado do marido, que estava dormindo. Com oito anos de relacionamento - metade deles casada -, ela pediu a separação poucos meses depois de ir para a cama com o colega. “A diferença é que a maioria dos homens trai e não desmancha o casamento; se elas têm uma relação muito forte, desmancham o casamento e assumem a relação”, ressaltou Niura Luci.
Mais desconfiados, homens sabem quando são traídos
Outro ponto enfocado na matéria da revista é de que a história "o homem é sempre o último a saber” foi derrubada por um estudo feito pela Virginia Commonwealth University, nos Estados Unidos. Os pesquisadores revelaram que eles são mais desconfiados e percebem melhor os sinais da traição do que as mulheres. “Eles sentem, porque têm muito medo de serem traídos e observam o comportamento das mulheres com mais atenção”, explicou a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro) e do projeto “Amigos da Saúde”, do governo do estado.
Os dados da universidade norte-americana revelam que 75% deles detectam a infidelidade, contra apenas 41% delas. Outros números da mesma pesquisa explicam que o motivo da percepção aguçada deles é o fato de ainda serem mais infiéis. Dos 203 casais entrevistados, 29% dos homens admitiram já ter traído, contra 18,5% das mulheres. “Ela entra no casamento sabendo que pode ser traída; antigamente queriam ficar casadas, devido à segurança financeira, mas hoje elas estão mais independentes e não tem problemas de pedirem a separação”, disse a psicóloga.
Traição virtual?
Segundo um estudo da National Science Foundation, da Universidade de Chicago, a razão principal do aumento da infidelidade feminina entre os casais mais jovens é a oferta de pornografia na Internet. Sites de relacionamento e programas de mensagens instantâneas são uma nova forma de manter uma relação extraconjugal. "Mas muitos acham que teclar com outro não configura infidelidade e que isso só acontece quando há envolvimento físico", declarou a sexóloga e psiquiatra Regina Navarro Lins à Istoé. Porém, vale lembrar que trair é enganar o outro; portanto, seduzir online também é infidelidade.
Segundo matéria publicada na edição da Istoé do último dia 19, a novidade é o fato de a traição praticada por elas ser cada vez mais freqüente - e não se revelar apenas no divã do terapeuta. Das entrevistadas acima de 70 anos, apenas 22% confessaram ter tido alguma relação extraconjugal. O índice sobe para 34,7% para as mulheres entre 41 e 50 anos e atinge o pico de 49,5% entre as de 18 a 25 anos. "A traição masculina ainda é maior, mas está estável. Já a praticada pela mulher tem crescido", afirmou a também autora de “Descobrimento sexual do Brasil” à revista.
Para a especialista em sexualidade da mulher, a psicóloga Niura Luci Schuch, formada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), as traições cometidas pelo sexo feminino sempre ocorreram, principalmente com o surgimento da pílula anticoncepcional, nos anos 50; mas eram mais “discretas”. “Atendo mulheres desde a década de 70 e, antes, elas tinham medo; até mesmo pela questão financeira de dependerem dos maridos”, explicou ela, que mora em Manaus há quase nove anos. “Hoje a situação está mais escancarada; elas estão assumindo”, completou.
Se antes à mulher cabia somente cuidar dos filhos e do lar, hoje o quadro é outro. Houve uma queda significativa da taxa de natalidade, reflexo principalmente da chegada dos anticoncepcionais; e a mulher optou por passar mais tempo nos escritórios e em viagens de trabalho. Segundo pesquisa feita pela sexóloga americana Shere Hite, 60% das pessoas que trabalham juntas já tiveram um envolvimento amoroso. “Antes se dizia que o homem era racional e a mulher sentimental; mas hoje, as mulheres de negócios pensam antes e medem as conseqüências”, disse Niuri.
Há três meses, o psicólogo Thiago de Almeida, da USP, divulgou uma pesquisa com 544 mulheres e 355 homens e constatou que ambos são infiéis por motivos diferentes. A maioria dos deles (35,6%) trai pelo efeito novidade e 19,6% pelo prazer e aspecto lúdico. A maioria delas (33,8%) trai por retaliação ou vingança; 19,7% pelo efeito novidade; 15,5% pela carência física e emocional e 11% pelo sexo. A especialista gaúcha discordou. “Baseada na minha experiência em atender mulheres nessa situação, acredito que ambos tenham os mesmos motivos: a novidade, aventura”, opinou. “Algumas vezes é problema com o marido”, completou.
Um dos exemplos citados na Istoé é da diretora de marketing carioca Amanda* (nome fictício). Ela “ficou” com um amigo que trabalhava na festa de fim de ano da empresa, numa boate; chegou em casa e deitou ao lado do marido, que estava dormindo. Com oito anos de relacionamento - metade deles casada -, ela pediu a separação poucos meses depois de ir para a cama com o colega. “A diferença é que a maioria dos homens trai e não desmancha o casamento; se elas têm uma relação muito forte, desmancham o casamento e assumem a relação”, ressaltou Niura Luci.
Mais desconfiados, homens sabem quando são traídos
Outro ponto enfocado na matéria da revista é de que a história "o homem é sempre o último a saber” foi derrubada por um estudo feito pela Virginia Commonwealth University, nos Estados Unidos. Os pesquisadores revelaram que eles são mais desconfiados e percebem melhor os sinais da traição do que as mulheres. “Eles sentem, porque têm muito medo de serem traídos e observam o comportamento das mulheres com mais atenção”, explicou a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro) e do projeto “Amigos da Saúde”, do governo do estado.
Os dados da universidade norte-americana revelam que 75% deles detectam a infidelidade, contra apenas 41% delas. Outros números da mesma pesquisa explicam que o motivo da percepção aguçada deles é o fato de ainda serem mais infiéis. Dos 203 casais entrevistados, 29% dos homens admitiram já ter traído, contra 18,5% das mulheres. “Ela entra no casamento sabendo que pode ser traída; antigamente queriam ficar casadas, devido à segurança financeira, mas hoje elas estão mais independentes e não tem problemas de pedirem a separação”, disse a psicóloga.
Traição virtual?
Segundo um estudo da National Science Foundation, da Universidade de Chicago, a razão principal do aumento da infidelidade feminina entre os casais mais jovens é a oferta de pornografia na Internet. Sites de relacionamento e programas de mensagens instantâneas são uma nova forma de manter uma relação extraconjugal. "Mas muitos acham que teclar com outro não configura infidelidade e que isso só acontece quando há envolvimento físico", declarou a sexóloga e psiquiatra Regina Navarro Lins à Istoé. Porém, vale lembrar que trair é enganar o outro; portanto, seduzir online também é infidelidade.
Adultério: pecado grave diante de Deus
Diferentemente das pesquisas e das opiniões dos psicólogos, o número de adultérios dentro das igrejas é algo praticamente mínimo. Isto é o que informou o pastor Francisco Rocha, da Igreja Evangélica Assembléia de Deus do Amazonas (Ieadam), que trabalha com aconselhamento de casais há 20 anos. “Pelo que ouvimos e conversamos com os membros não têm aumentado, porque temos princípios da Palavra”, afirmou. “Isso acontece, mas não é constante; conheço pastores que se separaram por causa de infidelidade, mas são casos muito isolados”, completou.
Segundo ele, alguns dos principais motivos que levam à traição cometida pela esposa estão na falta de comunicação diária e no amor. “Essa falta de preocupação em tentar resolver problemas dos mais simples aos mais complexos do dia-a-dia e a falta de amor podem desencadear no adultério”, disse o ministro ao citar o exemplo de um casal no qual a mulher foi infiel e estava decidida a se divorciar, enquanto o homem não aceitava por amá-la e viver sob princípios cristãos. “Conversei com eles das 15h até 3h do dia seguinte; Deus fez a reconciliação e estão juntos até hoje”, lembrou.
A solução para evitar o divórcio, declarou o pastor, é entregar o casamento a Jesus; e criar um relacionamento a três: marido – Deus – esposa. “Sabemos que quando se comete adultério a pessoa está sob a ira da Deus, porque é um pecado contra Deus e o cônjuge”, ressaltou Rocha. Para ele, a base da família está no amor e na cumplicidade de servirem ao Senhor e viverem segundo o Evangelho. “Não aconselho ninguém a se separar; o pastor deve unir”, disse. “Não vou pela cabeça de ninguém vou pela Bíblia”, completou. “Traição gera divórcio, que gera mais infelicidade; e quem que sofre? Esposa, esposo e filhos”, concluiu.

2 comentários:
Mais uma vez, matéria perfeita maninha! Dou graças a Deus por ter uma pessoa tão abençoada como vc por perto.
Detalhe:
"marido – Deus – esposa" - Mais uma vez, o cordão de três dobras. ^^
Eclesiastes 4:12
Que Deus continue te abençoando mtoo assim!
Beijão
Ti amuuuu!
Eu acredito que as pessoas, cada membro que forma o casal esteja decidido ao tomar sua decisão em casar. A fidelidade é um dos preceitos aceitos por ambos, quando não é respeitado torna o casamento nulo, não podendo assim existir o casamento aberto ou liberal como muitos apregoam.
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